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DR. VICENTE ODONE FILHO EM ENTREVISTA

November 21, 2016

 

Qual a principal diferença entre tratar um adulto e uma criança com câncer?

Além dos tipos mais prevalentes de câncer adulto e pediátrico serem muito diferentes, com relação ao câncer de adulto uma série de medidas profiláticas pode ser preconizada. Já em crianças, a única medida de antecipação realmente válida é o cuidado pediátrico rotineiro ao qual as crianças sempre são submetidas. A apresentação do câncer em crianças normalmente mimetiza situações pediátricas corriqueiras, raramente surgindo de forma a expressar de maneira clara um diagnóstico. Em apenas 4% dos casos pediátricos são encontrados fatores claros predisponentes. Todavia, apesar das crianças via de regra não serem beneficiadas com orientações profiláticas, é importante que essas comecem já em tenra idade. Com isso, não apenas podemos evitar que os adultos venham a apresentar problemas mais precocemente, como o hábito da boa orientação estará estabelecido desde o princípio da vida. Finalmente, é importante lembrar que tratar de crianças com câncer tem outro diferencial fundamental: desde nossos primeiros dias, sabemos que nossos filhos aqui permanecerão, enquanto nós, mais velhos, iremos embora. A possibilidade de perder um ente querido é sempre muito dolorosa. Mas toda vez que essa ordem natural dos fatos é alterada a dor é muito maior. Somente podemos imaginá-la e tentar compreendê-la.

 

Qual o panorama do câncer infantil no Brasil e no mundo?

O tratamento do câncer infantil é uma grande história de sucesso. Em sua imensa maioria, as formas de câncer infantil são disseminadas, isto é, acometem o organismo como um todo. Isso explica porque essa história de êxito começou junto com a da moderna era da quimioterapia, marcada pelas primeiras publicações do Dr. Farber, em 1948, relatando as primeiras remissões, os primeiros controles de leucemias – transitórios a bem da verdade, mas controles – com a droga aminopterina, análoga ao metotrexate, até hoje ainda tão importante. Passamos de uma perspectiva quase que inexoravelmente fatal a possibilidades que superam os 70% e mais, com uma qualidade de vida que muitas vezes torna os sobreviventes de câncer infantil indistinguíveis daqueles que não passaram por essas vicissitudes. O nosso país detém todo o domínio técnico para o tratamento do câncer e, em muitas áreas, situa-se na vanguarda das pesquisas. Nosso grande desafio não é de ordem qualitativa, e sim quantitativa, isto é, tornar acessível a toda nossa população essas grandes conquistas.

 

Ao descobrir que um filho tem câncer, o que os pais devem fazer?

A mais importante das ações é desvencilhar-se do pensamento fatalista, do injustificável pensamento fatalista que a expressão câncer ainda tem, e entender que conhecer tod