Compartilhe
Tamanho da fonte

Câncer de pele na infância
Dr. Luis R. Torezan

A incidência de câncer de pele na infância, felizmente, é baixa.

Em geral, fazem parte do grupo de risco crianças de pele clara e com antecedentes diretos (pais e avós) com história de câncer de pele.

Deve-se considerar que crianças com as chamadas “pintas” congênitas e grandes (nevo congênito gigante), por vezes localizadas na face, tronco ou membros e que tenham mais que 20 cm de extensão, são mais propensas ao aparecimento de um tipo de câncer de pele chamado Melanoma maligno.

De forma geral, as chamadas lesões suspeitas são “pintas” escuras, planas ou elevadas, presentes na pele das crianças. Os pais devem estar sempre atentos aos filhos com múltiplas pintas pelo corpo, mesmo que sejam pequenas. Nesse caso, convém levar a criança ao pediatra, que irá encaminhá-la ao dermatologista para uma análise mais detalhada do quadro.

Em geral, nevos com assimetria, bordas irregulares, variação de cor, diâmetro superior a 6 mm e evolução (crescimento) rápida são motivos de preocupação e devem ser avaliados pelo médico. Esses critérios são o ABCDE do Melanoma. Se houver lesões suspeitas, o paciente deve ser tratado prontamente e, muitas vezes, submetido à remoção da pinta por meio de cirurgia.

Outros tipos de câncer de pele são ainda mais raros na infância, como é o caso dos carcinomas baso e espinocelulares. Esses últimos podem estar associados a quadros geneticamente determinados e se apresentam em síndromes.

Medidas básicas e eficazes, como o uso correto e diário de filtro solar, a não exposição frequente ao sol e o acompanhamento precoce dos pacientes com maior predisposição à doença, podem evitar o surgimento ou agravamento de pintas pré-existentes.


 
Rua Galeno de Almeida, 148 - Pinheiros - São Paulo - SP - CEP 05410-030 • Informações: (11) 2661-8962, 2661-8963 ou 2661-8968
© ITACI - Instituto de Tratamento do Câncer Infantil. Todos os direitos reservados.  Desenvolvimento FamilySites.com.br